domingo, 26 de setembro de 2010

Circuito Athenas - 21 km

Essa foi a última prova de 2010. Depois de muita pilha do Matheus, companheiro de república, topei fazer a prova. Não treinei quase nada para essa prova. Corri só com o lastro que ainda tinha do Ironman.

Fui de moto na sexta-feira no final da tarde. Mochilão na garupa e 200 km de vento na cara! Uma verdadeira sessão de terapia após uma semana de trabalho.

 Matheus sentando o pé na estrada, me dando um couro nos 10 km..

Antes da largada encontramos o Felix, engenheiro da Petrobras, e companheiro da equipe "Até o Fim" de vários revezamentos.

 Felix - ex jogador profissional de futebol mordido pelo bicho da corrida de rua.
(Ele jogava no Volta Redonda, é sério!!!)

Larguei junto com o Matheus e consegui manter os primeiros 2 km com ele. Ele me despachou para fechar os 10 km em 53´57". 

No meio da prova tracei um "goal" de fechar os 10 km abaixo de 1 hora e os 21 abaixo de 2:10'. Consegui alcançar o tempo dos 10 km, fechando-os em 59'.

Eu no aterro do Flamengo lá pelo km 14.

Depois do km 15 senti um certo cansaço, mas já estava tão perto da chegada que resolvi não aliviar o passo.

 Km 20. O máximo que pude fazer foi levantar os polegares. 
Confesso que a cara não tava de muitos amigos!

 Nessa prova passamos 2 vezes em frente à chegada, no km 10 e no km 21. Pessoalmente eu prefiro não passar nenhuma vez. Essa história de ter que ir até "lá" e voltar até "aqui" às vezes dá o maior desânimo! 

O tempo líquido final foi de 2:12'26", uma boa corrida para um "couch potato" que não treina faz 3 meses! Bom para mexer o esqueleto, pegar um ar de moto na estrada e visitar os amigos no RJ.

 Comemorando mais uma meia maratona no currículo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pico da Bandeira - 2890 m no ar rarefeito

Saímos de Macaé na sexta à noite. Seguimos até Itaperuna e dormimos por lá em um hotelzinho espelunca com milhares de pernilongos por m2! Achei que dessa vez não escaparia da dengue.

Chegamos em Alto Caparaó no início da tarde e iniciamos a subida. Subimos em um grupo de 4, Eu, Cantizano, Guilherme e o Thiago. No início senti um pouco a puxada, fazia tempo que não caminhava com o mochilão cheio.

Os "walking sticks", comprados em Ribeirão Preto na volta do Ironman, mostraram sua eficiência. Na velocidade não ajudaram muito. Para ajudar na estabilidade da caminhada em terrenos acidentados foram fundamentais!

 Pôr do sol no Terreirão - 2370 m

Chegamos no Terreirão, último ponto com alguma estrutura. Dali pra cima é só osso! Armamos o acampamento e após assistir ao por do sol eu me soquei no saco de dormir. Não descansei muito, meio ruim o sono.

Lua cheia que nos ajudou a ver o caminho da subida na madrugada.

Na manhã seguinte acordamos 4 horas e saímos caminhando. O frio e o vento estavam bem presentes, mas depois de iniciarmos a subida e esquentarmos um pouco o corpo ficou bem melhor. Durante a subida passamos por muita gente que tinha saído até 2 horas antes da gente. Pontos para o relativo preparo físico nosso!


Temperatura abaxo de zero e vento de montão! 
Não quero estar em nenhum outro lugar do mundo!
 
A subida foi rápida e acabamos pagando o preço por isso. Lá no alto passamos um frio daqueles. Porque paramos de caminhar o corpo esfriou e o vento tava a mil por hora! O visual estava meio estranho por conta de algumas nuvens na altitude do pico mas com o tempo e com todo aquele vento elas passaram por nós deixando só um colchão de nuvens abaixo da gente, um espetáculo!

 
 O colchão de nuvens com o sol nascendo no Espírito Santo.

 "Here comes the sun and I say It´s alright!"

Assistimos o sol nascer e descemos até o acampamento. Desmontamos as barracas e partimos de volta para Macaé, voltando pelo Espírito Santo.

Guilherme, Eu, Cantizano e Thiago - 2890 m

Os links para os percursos de subida e descida do GPS Garmin 310 XT estão abaixo:

Subida Tronqueira-Terreirão


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ironman 2010

Finalmente chegou, 30/05! Após 1 ano me preparando para mais um Iron o alívio de alinhar na largada e poder "curtir o dia" fazendo mais um Ironman!

Chegamos em Floripa na segunda-feira, 24/05, onde alugamos um apê no Open Shopping e uma vez instalado pude fazer meus últimos treinos antes da prova.

Nenhuma novidade, só pegando leve a semana inteira, treininhos com alguma intensidade e baixo volume, comendo bem, dormindo muito e preparando o espírito para a guerra.

Dia da prova, acordei 5 da manhã, tomei o café ao som do "DJ André", trilha sonora de Huey Lewis and The News, "The Power of Love" para começar o dia.

Ao me aproximar da "Ironman City" era possível sentir cada vez mais forte aquele friozinho na espinha. Atletas andando, trotando em direção à largada, sacolas de special needs, aquela bagunça! Entrei na fila, fui numerado, no. 103, o que queria dizer que fui o terceiro amador a fazer a inscrição! - fui zoado por isso algumas vezes- Entrei no curral, chequei os pneus e tudo o que tinha para ser checado na bike e comecei a vestir a roupa de borracha.

Passando na tenda de troca pude rever os passos que ia tomar nas próximas horas, onde estavam minhas sacolas com os equipamentos e tudo mais. Lá estava a Rainha do Triathlon Brasileiro, D. Fernanda Keller, fazendo uma matéria para o esporte espetacular. Acabei sendo filmado como um bom papagaio de pirata! O link do vídeo é http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1403347-7824-HOMENS+E+MULHERES+DE+FERRO+DISPUTAM+O+IRON+MAN+EM+FLORIANOPOLIS,00.html eu apareço entre os segundos 36 e 39. Da tenda saí fora e fui para a praia!

Chegando lá um nascer do sol espetacular estava esperando os 1600 Ironmen. Dei um pulo n´água e uma aquecida básica mais para matar a ansiedade de entrar na água do que de fato para aquecer.

A largada foi a bagunça de sempre, gente pra caramba, braços, pernas, atropelamentos aquáticos, trombadas, nadadores perdidos, uns nadando por cima dos outros, um Deus nos acuda geral! Muito mais importante do que nadar rápido nessas horas é conseguir um espacinho na água e manter a calma mantendo a direção certa enquanto progride aos poucos.


 07:00 - 1800 atletas lutando por um pedacinho de água

O circuito da natação era em forma de "M". Não sei o que aconteceu dessa vez, me senti um pouco fraco até a primeira bóia e achei que dessa vez o tempo da natação iria por água abaixo! - não resisti ao trocadilho - Saí para a segunda perna do "M" me sentindo melhor, consegui achar a Carol, o André e o Cantizano na torcida, muito bom!

Após apontar para o Clube Doze e iniciar a última perna do "M" aí sim comecei a sentir uma energia muito grande, a parte aquática estava acabando e a bike estava me esperando com vontade de comer asfalto!

Finalmente saí na praia e a surpresa! 1:02', meu melhor tempo na natação! O dia prometia! Saí correndo meio "grog" de tanto nadar e junto com uma cabeçada. A transição foi bem tranquila, consegui fazer direitinho, tudo na ordem que tinha deixado na sacola, camisa de ciclismo, comida e por fim o capacete. Tudo pronto, vamos embora encontrar a magrela.

Estava me esperando lá paradinha, louca pra pegar estrada e rodar os 180 km.

Nos primeiros kms fui reidratando e tentando repor um pouco do que tinha sido gasto na água. No km 20 senti um refluxo, mal sinal! Provavelmente bebi alguma água do mar e não tinha descido bem com o gatorade e a água que estava tomando. Vi que ia ser "osso" manter o meu estômago na dele e optei por não comer nada sólido por enquanto, no máximo carboidrato em gel.

O vento na cidade estava impossível, muito forte! Apesar do susto que meu estômago me deu eu estava me sentindo muito bem. Virei os primeiros 45 km c/ média de 36 km/h, excelente!

Voltei para Jurerê e os 90 km foram percorridos com média de 33,9 km/h! Lá pude passar pela galera mais uma vez. Perdi a minha sacola com special needs. A voluntária que estava com a sacola deixou meu número dobrado e eu passei reto. Como não tinha comido muito tava com comida de sobra para a segunda volta.


 Ciclismo forte! Dist - 185 km Média -33.9 km/h!

Na passagem por Jurerê no meio do circuito do ciclismo foi possível ver a Carol e o André, que com seus gritos de incentivo me encheram de energia para mais uma volta.

A última volta foi boa e bem consistente. O vento continuava soprando forte. Consegui comer meia barra energética. Infelizmente foi o que o estômago conseguiu aceitar. Não descia mais nada sólido. Na volta para Jurerê chegou o km 150! Fatídico km 150! A partir daí comecei a pagar o preço por não ter comido nada sólido. Foi uma longa hora me arrastando até chegar de volta em Jurerê.

Não tinha mais o que fazer a não ser diminuir um pouco o ritmo e ir levando do jeito que dava. Na entrada de Jurerê fui ultrapassado por um gringo que passou por mim uns 5 km/h mais rápido. 100 m depois da ultrapassagem ele devia estar olhando para baixo e catou com a roda da frente uma placa metálica que dividia as faixas dos carros e dos ciclistas. O cara ralou até o osso, passei por ele com pena. Faltando menos de 3 km para a chegada ele bateu no asfalto a 40 km/h. Provavelmente não prosseguiu, não vi ninguém tão ralado assim durante a corrida. O GPS marcou um total de 185 km, chequei com outros 2 competidores e o deles tbm, no entanto vi gente da lista de triathlon do RJ falando que tinha 180 km certinho, não sei... De qualquer forma foi o pedal mais forte de todos os Ironmen que eu corri até hoje, poderia ser um pouco melhor se o estômago tivesse colaborado.

Já em Jurerê, um pouco antes do desmonte da bike, cruzei com o André, que estava tirando fotos. Gritou me incentivando e vamos embora! Cheguei na área de transição tranquilo, agora "só faltava" uma maratona!

Desci da bike sentindo as dores características da transição. Parecia estar pisando em pregos! Das outras vezes não foi diferente... depois de 1km correndo essa dor passa. Fui mancando até a tenda de troca e como planejado fiz a transição. Sentado, numa boa! Bastante vaselina, esparadrapo nos mamilos, meia de compressão, um pouco de massagem na sola dos pés e vamos embora!

A etapa de corrida consiste em 3 voltas, a primeira com 21 km e mais 2 de 10,5 km. Durante a primeira volta o André e o Cantizano foram me acompanhando. Foi muito bom! Eles me incentivaram bastante e foram tirando fotos. Na segunda volta a Carol pegou uma das bikes e foi me seguindo. Foi melhor ainda! Incentivo não faltou! Na última volta fui na inércia. A Carol me deixou no km 39 e foi assistir a chegada. Foi ótimo! Uma chegada emocionante! Cheguei completando uma mão de "Ironmen":





Comemorando o Ironman no. 5

Agora que enchi a primeira mão vou ter que começar a contar na outra!

Carol, eu, Cantizano e André após a chegada.
Support Crew de primeiríssima!

2000 Porto Seguro 14:41'
2002 Floripa 11:51'
2006 Floripa 12:51'
2007 Floripa 11:44'
2010 Floripa 11:36'


Certificado de Finalista da prova

domingo, 18 de abril de 2010

Audax Brasília 18/04/2010

Essa foi a terceira prova do ano, o último pedal LONGO para o Ironman. Agora + de 150 km só em Floripa no dia 30/05. A prova foi muito boa, começou cedo, o que ajudou muito pois minimizou o desgaste embaixo do sol.

A organização da prova foi muito boa, presente o tempo todo. Estranhei a quantidade de PRs e PCs pois nos Audax que já fiz havia no máximo 3 PCs para carimbar o passaporte. O site da prova é o www.audaxbrasilia.com.br, de onde as fotos foram tiradas.

Ponto alto da prova foi quando a van da polícia começou a me acompanhar nos últimos 30 km. Tava me sentindo o Mark Allen em Kailua-Kona... I wish!!!

Foi um treino excelente para o Iron, após a prova dei uma corrida de 5 km para acostumar as pernas com a transição. Tudo tranquilo, ritmo bom e sem dores, que venha Floripa!!!

Terceira prova do ano.
Distância - 200 km
Tempo - 6:15' s/ vácuo (6:47' c/ as pausas para carimbar o passaporte)
média - 32 km/h

Foto da chegada no Extra após 200 km de pedal.


Precisei de ajuda da Carol para estacionar a bike depos dos 200 km.

domingo, 7 de março de 2010

Audax Porto Alegre 07/03/2010

Segunda prova do ano.
Distância - 205 km
Tempo - 6:12'
média - 33 km/h
cãimbras - muitas

Fotos do Audax:





































domingo, 31 de janeiro de 2010

12 horas do Rodoanel

12 horas pedalando sem parar, 4 ciclistas revezando em um percurso de 26,8 km no Rodoanel em SP.

Equipe Bravo Romeo: L.O., Guilherme, Cantizano e André Alonso.